sábado, 17 de janeiro de 2015

Eu preciso, eu quero...

Esta manhã não acordei sozinha. E ainda bem que assim foi. Não deve ser fácil acordar constantemente sozinha numa cama onde cabem três de mim. Não iria mudar a minha vida, a minha cama, então foi necessário encontrar uma solução, que já existia bem antes de me dar conta dela... Sempre fez parte de mim...

Acordei com vontade de gritar, expor os meus sentimentos, desvendar os meus segredos. Nunca ninguém disse que era mau sermos nós próprios, sem nada a esconder, certo? Sempre pensei que seria essa a resposta a muitas das minhas perguntas que às vezes ficam por formular, inacabadas, tal rio que acaba por não desaguar, por ter outros sítios onde vaguear, entregando-se em devaneios, errando sem destino...

Sinto-me bem! Porque não acordei sozinha, senti-me bem e sorri. Adoro todas as manhãs em que acordo assim, com um novo dia pela frente, pronto a ser moldado. Com um conjunto de ações que teremos de escolher, errando, acertando, vivendo!

Esta manhã não acordei sozinha, acordei comigo mesma, cheia de sonhos, esperanças e emoções. Tão preenchida por todas essas coisas, que senti que não acordava comigo mesma, mas com duas ou três pessoas iguais a mim. Sinto-me em excesso, como se fosse possuída por várias almas. Soube bem. Soube bem saber que estou presente em mim, consciente dos meus pequenos momentos de loucura, respirando suspiros de felicidade, como se sozinha conseguisse alcançar tudo o que eu quisesse. E consigo! Porque duas de mim, três de mim são a força que preciso para ser feliz. E ser feliz é tudo o que eu preciso, tudo o que eu quero...

Gritei a mim mesma tudo o que havia para gritar: sei bem o que sinto, não escondo nada de mim. E gosto que assim seja, porque agora não me sinto mais vulnerável. Posso proteger-me. Posso ser eu! E... eu gosto tanto de ser eu!

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