sábado, 14 de fevereiro de 2015

Hoje é isto, amanhã não sei

Hoje penso em ti, talvez mais de metade do meu dia, senão o dia quase todo. De vez em quando até apareces nos meus sonhos, para me lembrares de que apareceste na minha vida e desapareceste de um dia para o outro, como quem não deve nada a ninguém, nem quer nada em troca. Desculpa se sou assim, se sou eu, e quero sempre o máximo de tudo. Espero sempre. E esperar cansa. Mas hoje ainda espero, porque amanhã, ou depois, talvez, quem sabe não te encontre por aí e mude o rumo da minha vida, da nossa vida. Não sei! 

Talvez o erro está em esperar. Então, que o destino nos encontre...

Frame do filme One Day (2011) baseado no romance homónimo.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Desfaz-nos desse teu não

E como se o tempo mingásse e se tornasse menos do que é, ficaram abraços por dar, sorrisos por partilhar. Palavras por trocar, intimas, de incentivo, de tudo ou nada, de quem já se conhece há tempo suficiente para saber que não vive sem aquele outro, mesmo que mil raios caíssem sobre a terra e alterassem todo o universo. Os nossos sentimentos estão guardados de forma a que ninguém mexa com eles. São inevitavelmente só nossos, mas no fundo são de toda a gente, porque seria triste o mundo não conhecer amizade tão bela, essa que nos fez assim, tão irremediavelmente mal-acabados, porque se já estivessemos completos, seria sinal de que cada um já tinha feito a sua parte. E nunca será assim, porque uma parte de mim já lhe pertence e uma parte dele pertence-me a mim. Não havendo incompletos que se deixem de completar, porque um só absoluto permanecerá para sempre insatisfeito, tornando-se rematado apenas com a sua não ausência.